Queridos leitores, devo alertá-los que o post a seguir é de cunho religioso. E que retrata apenas a minha opinião acerca do que eu observo mundo afora. Quero deixar bem claro que não pretendo convencer ninguém do meu ponto de vista nem muito menos abalar a fé alheia.
Pois bem, eu tive uma educação judaica. Filho de mãe judia, estudei em colégio judaico por toda a minha existência, conheço as tradições e preceitos da religião, o que na teoria, faz de mim judeu. Porém, na prática, as coisas mudam um pouco de figura. Eu não acredito em poder divino, em ser superior, não acredito em nenhum deus(es) de qualquer fé, ou religião, ou seita. O porque dessa descrença é papo pra outro post.
Apesar da minha falta de fé, como dito antes, cresci em meio a uma comunidade religiosa, porém, não ortodoxa. E algo que me incomoda profundamente nessa comunidade é o fato de ela não se misturar com o resto do mundo. É elitista e profundamente segregacionista, contudo, extremamente respeitosa para com as diferenças.
A assimilação com outros povos é vista com maus olhos pelo judaísmo. Por esses e outros motivos, tentei me projetar ao máximo para fora dessa invisível barreira, fazendo novos amigos em novos lugares. Por ironia do destino, consegui encontrar e me apaixonar por uma menina judia fora do meu 'habitat natural'.
Me surpreende o fato de em pleno século XXI, com toda essa globalização, comunidades religiosas fecharem o cerco. Ao invés de criar uma coexistência, uma interação, uma troca de saberes e aprendizados com outras pessoas.
Tenho um amigo que sofre diretamente com esse problema, namorado de uma menina judia, apesar de bom moço, atencioso e de boa índole, é visto com maus olhos pelos pais da menina, que o acham sim boa pessoa, mas que por conta das diferenças, não consideram o rapaz um bom partido para sua filha. A última, por sua vez, o ama com todas as suas forças e não se importa com o aspecto religioso, mas vê barreiras sendo estratégicamente erguidas por seus progenitores.
Gente, não estamos mais no século XVI! Chega a ser ridículo presenciarmos essa versão contemporânea de Romeu e Julieta! Se eles se amam e são felizes, deixem!
E o exemplo da comunidade judaica serve pra toda e qualquer fé! Vamos driblar o preconceito! Estabelecer laços entre todos! Quem sabe assim o mundo passe a ser um lugar melhor?!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Fala, mulherada!
Sou uma pessoa que gosta de ler tudo, todo e qualquer livro é digno de atenção, por mais que ele possa parecer realmente bobo. Como diz o ditado, "Não julgue o livro pela capa"!
Intrigado com o surto de paixão feminina envolvendo a saga Crepúsculo, de Stephanie Mayer e seus respectivos protagonistas, resolvi averiguar o porque dessa comoção por parte do chamado 'sexo frágil' em prol da saga de Isabella Swan e Edward Cullen. Se você é homem, está lendo meu post e me achando um completo retardado por ter lido isso, talvez você esteja certo. Mas não me julgue! Como dito antes, eu gosto de ler tudo.
Pois bem, a grande razão do sucesso da série de Mayer é simples:
Ela tentou criar o tão procurado homem perfeito. E por ironia do destino, esse homem não é humano! Talvez Stephanie estivesse desdenhando de nós, pobres mortais do sexo masculino, dizendo que só mesmo um ser pertencente a lendas consegue suprir por inteiro as necessidades de uma mulher.
O que talvez vocês não saibam, é que através do tempo, na literatura, sempre tentou-se criar um homem perfeito. Pois é meninas, Edward não é o pioneiro!
Jane Austen, em seu romance "Orgulho e Preconceito" de 1813, já havia criado o homem pré-vitoriano perfeito, com o nome de Fitzgerald Darcy, ou Mr.Darcy, para os mais íntimos.
Mr. Darcy e Edward seguem a mesma fórmula:
São educadíssimos e super-cordiais, porém tímidos e preferem viver à margem da sociedade, por motivos diferentes, é claro. São tidos como orgulhosos por aqueles que os observam de fora, devido aos status (ambos são riquíssimos), mas quando conhecidos a fundo pelas protagonistas, Elizabeth Bennet e Bella Swan, respectivamente, tornam-se o sonho de toda mulher.
Quer tirar a prova? Leia o romance de Jane Austen, ou veja o filme dirigido por Joe Wright, de 2005, que leva o mesmo nome do Romance.
A diferença crucial entre os dois é que Mr. Darcy é um homem que impõe respeito, pelo menos a mim. Já Edward Cullen, parece um grandissíssimo bunda mole! Mas não vou me aprofundar ainda mais no assunto pra não criar uma rixa com a mulherada!
A minha grande recomendação:
Não procurem nem mentalizem o homem perfeito no dia-a-dia! Façam com que os homens imperfeitos, mesmo em seus defeitos e imperfeições, tornem-se imaculáveis aos seus olhos! Assim, a chance de obterem uma vida de felicidade plena, cresce incalculávelmente!
Amem as criações literárias! Fantasiem, divirtam-se! Mas lembrem que nenhum deles vai pular das páginas dos livros ou das telas dos cinemas!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Inteligência? Mas eu já tenho bunda!
O século XXI trouxe infinitos avanços e benefícios. Na área biomédica, tecnológica, comunicativa, as coisas evoluíram e se expandiram MUITO nesse curto espaço de tempo. Mas a virada do século e essa sua primeira década fizeram com que caisse um ditado utilizado através das gerações:
"Beleza não põe mesa".
Mentira!
Põe sim! E de maneira muito farta!
Caso contrário, todas essas panicats, dançarinas do Faustão, do Luciano Huck e de qualquer outro programa de auditório, passariam fome!
Essas meninas, que não tem um pingo de inteligência, que não teriam perspectiva de vida nenhuma se não fossem gatíssimas ou gostosíssimas, ganham um salário astronômico pra apenas rebolar na sua televisão.
E não adianta nem dizer que elas têm talento! Porque não têm! O talento delas é serem gostosas, nada mais. Elas não precisam se esforçar!
"Pra que estudar? Ter ensino superior? Mestrado? Doutorado? Eu já tenho bunda e peito, não é mesmo? Agora eu só preciso rebolar e me envolver (leia-se: fazer sexo casual) com as pessoas certas para ascender na minha carreira! =D "
Pois é, minha filha, mas então acumula bastaaaante dinheiro! Não sai gastando com qualquer besteira! Porque quando seu peito cair, sua bunda murchar e as rugas tomarem conta da sua bela face, você está perdida!
Sem emprego, sem reconhecimento, sem inteligência, sem nada que preste! E não haverá Photoshop que resolva seu problema!
Aí, quem sabe, sua mente fútil se dê conta de que não é só de aparência que vive uma mulher decente!
domingo, 27 de junho de 2010
Envelhecer
Eu completei dezoito anos há pouquíssimo tempo, me tornei maior de idade. Agora estou legalmente habilitado para fazer coisas antes proibidas, como, por exemplo, beber e dirigir.
Lembro que quando eu era menor, tinha uma visão do meu 'eu mais velho' que se difere muito daquilo que eu sou atualmente.
A começar pelo fato de que com meus 10, 11 anos, influenciado por Hollywood, é claro, eu acreditava que ser um adolescente era que nem estar em um filme de American Pie, onde pessoas de vinte e cinco anos, interpretam garotos de dezesseis, dezessete anos. Ou seja, eu imaginava que seria alto, forte, porte atlético, como qualquer quarterback ou astro do time de basquete nos filmes teens americanos. Pra ser ainda mais sincero, minha imaginação de criança corria tão solta, que com o sucesso de certos animes japoneses, eu acreditava que me tornaria um super sayajin, ou então, um grande e respeitado Mestre Pokémon.
Passei pelas mudanças da puberdade e fui percebendo que as coisas não eram exatamente como eu as imaginava. Eu cresci bastante, mas não a ponto de me tornar uma pessoa alta e emagreci muito (era uma verdadeira bolinha), fiquei mais com cara de homem do que de menino, na aparência. Mas percebi que ser um adolescente não era um conto de fadas, ou a idade em que você se torna o fodão do bairro Peixoto, como ilustrado pelas telinhas e telonas.
Adolescência não passa de uma fase de transição, bastante conturbada, por sinal. Com muitos prós e muitos contras. Ao mesmo passo que se ganha responsabilidade, nascem as espinhas.
Outra coisa que é engraçada:
Qualquer adolescente/criança fica chateado(a) quando erram sua idade para menos. Mas quando adultos, vão achar sensacional parecerem mais novos do que são de verdade.
É através desses pormenores que a vida se faz assim, cheia de ironia.
sábado, 26 de junho de 2010
Copa do Mundo
Eu sou um aficcionado por futebol, desde que me entendo por gente. Comecei assistindo jogos de campeonatos internacionais na ESPN (como o Calcio, a Premier League, dentre outros...), aos seis anos. Aos sete, fui pela primeira vez ao Estádio Mário Filho, ver o Fluminense ganhar do Dom Pedro II por um magro placar de 1 x 0, na série C do campeonato brasileiro. Sim, tempos negros que não podem voltar jamais! E assim, passo a passo, ano a ano, lance a lance, fui me apaixonando por esse esporte que tem, como característica mais marcante, a imprevisibilidade. O único esporte do mundo onde o favorito entra com apenas 50% de chance de vencer! Onde nem sempre o melhor preparado é aquele que dá a volta olímpica no final!
E a Copa do Mundo é o ápice, o apogeu do futebol! 32 nações, lutando contra tudo e contra todos, com todas as forças, naturais ou sobrenaturais, por seu momento de glória! 7 jogos separam as seleções do título mais cobiçado de todos, o de campeão mundial! Jogos de sangue, suor e lágrimas, jogados com o coração na ponta da chuteira, até o último e derradeiro apito do árbitro. Afinal, "futebol só acaba quando termina".
O grande barato da Copa é que ela não foge à regra geral do futebol, já falada anteriormente. Os favoritos, também sucumbem. Temos o exemplo dos Bleus e da Squadra Azzurra, Vice e Campeão da última Copa, respectivamente, ambos saíram juntos, na primeira fase.
Para confirmar o jargão de que "não existe mais time bobo no futebol", a Nova Zelândia, tida para muitos (e eu me incluo na lista) como o grande saco de pancadas do Mundial, saiu da Copa do Mundo invicta.
Outra coisa fascinante é o contraste de culturas. E a realização do evento no continente africano só realça isso ainda mais. Pena que, com exceção de Gana, que apresenta um futebol longe de ser brilhante, mas que é eficiente, aliado à muita força, as seleções africanas não corresponderam às expectativas.
Apesar da idolatria ao futebol do velho mundo, os sul-americanos, principalmente o Chile, evoluíram muito em um curto espaço de tempo. Podemos não ter campeonatos nacionais brilhantes ou recheados de craques, mas temos seleções fortíssimas (além de Brasil e Argentina, é claro) pra fazer frente a qualquer time do planeta!
Para concluir, gostaria de falar aos hipócritas e falsos moralistas que acusam o povo brasileiro de falso patriotismo durante a Copa:
Tudo bem, concordo que a base de um país não pode ser o futebol, e que esse até funciona como uma revolucionária política de "pão e circo", sem a parte do pão, é claro. Mas em nenhuma outra circunstância, o brasileiro é tão respeitado, tão idolatrado quanto quando a Canarinho entra em campo. E isso pesa no psicológico e no emocional. Portanto, se deixem levar, torçam, vibrem, chorem, se emocionem! Porque Copa do Mundo é só de quatro em quatro anos!
Rumo ao Hexa, Brasil!
Escassez de talento
Eu fico chocado com o fato de, hoje em dia, o talento ser qualidade dispensável para a obtenção de sucesso. Estamos saturados de exemplos mundo afora, onde um grupinho de adolescentes boa pinta se reúne, recorre a estilistas duvidosos, cria um fundinho musical (porque aquilo não pode ser chamado de música!) e estoura, vende milhões de cópias, atrai fãs, por vezes, patéticos, ganha dinheiro e depois SOME do cenário musical.
Sim, some. Porque só o que é bom, ou tem alguma originalidade, dura e é ouvido através das gerações. Beatles, Rolling Stones, Led Zepelin, dentre outras grandes bandas, terão suas músicas tocadas e apreciadas por toda a eternidade. Já essas modinhas de momento, sem nenhum lampejo de criatividade, tendem a cair no esquecimento, como sempre.
Outro dia estava na internet, mais precisamente em uma comunidade do orkut, quando me deparo com o seguinte comentário:
" Justin Bieber é o novo rei do pop."
Primeiro, tive dó da pré-adolescente que postou essa incomensurável asneira. Depois pensei com os meus botões:
" Qual seria a reação de Michael Jackson, se ainda vivo, escutasse isso?"
Pensei em escândalo na mídia, ou então na criação de um novo grande hit que iria grudar na cabeça de todo o ser vivo por pelo menos duas décadas! Mas então concluí que a única coisa que seria feita, teria sido um convite informal para que Bieber fosse passar umas férias em Neverland e ficasse traumatizado (ou não, vai que o garoto gosta!) pelo resto de sua vida.
O que me deixa mais irritado é que sempre que uma bandinha/cantorzinho cai no esquecimento, meia hora depois, surge um(a) novo, só que com as mesmas características! Nunca estaremos livres dessas pragas!
Pra concluir, faço um apelo a todas essas modinhas:
Podem ser ruins! Mas que o sejam com originalidade!
The first one!
Bom, eu criei esse blog com o intuito de apresentar ao mundo, ou à parte dele que se interessa por aquilo que eu escrevo, meus pensamentos, devaneios, teorias, filosofias e qualquer outra idiotice que me der na telha!
Espero que, com o passar do tempo, o blog ganhe leitores assíduos e que se interessem pelas minhas baboseiras e visão mundana.
Se você está lendo isso agora, muito obrigado. Tomara que você possa vir a gostar do meu conteúdo e se torne um dos leitores supracitados.
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