domingo, 4 de julho de 2010

Peso na consciência?

Primeiramente, gostaria de me desculpar por ter ficado esses dias sem publicar nada aqui no blog, vou tentar fazer com que isso não aconteça novamente.
Bom, eu estava assistindo as quartas-de-final da Copa do Mundo - Calma meninas, o assunto principal desse post não é futebol!- fiquei decepcionado com a derrota da Canarinho para a Laranja de Robben e Sneijder, mas o jogo que mais me chamou a atenção, foi Uruguai vs Gana.
Para você que não assistiu, eu explico:
O jogo terminou empatado em 1 a 1 e quando isso acontece na fase de mata-mata, temos a prorrogação (dois tempos de 15 minutos cada) e, se permanecer o empate, pênaltis. Pois bem, o jogo se encaminhava para ser decidido nas cobranças da marca de 11 metros, quando aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação, Gana tem uma falta para cobrar pelo flanco direito de seu ataque, próxima ao bico da grande área. O jogador ganês efetua o cruzamento, o goleiro Muslera sai mal do gol e a bola fica viva dentro da grande área, é chutada e tirada em cima da linha por um defensor uruguaio, a bola volta e é cabeceada mais uma vez em direção ao gol, dessa vez inapelavelmente. Gol na certa. Mas eis que Luizito Suárez, atacante do time do Uruguai, em cima da linha que delimita a entrada da baliza, dá uma cortada de vôlei na bola e impede que a mesma entre. Pênalti! Cartão vermelho para Suárez e o atacante ganês, Asamoah Gyan, teria em seus pés a chance de fazer com que, pela primeira vez, uma seleção africana chegasse as semi-finais de um Mundial. Ele desperdiça! E o Uruguai acaba por vencer o jogo na disputa por pênaltis.
Agora, eis o foco central do texto:
Você, no lugar do atacante uruguaio, colocaria a mão na bola? Com certeza a esmagadora maioria responderá que sim, eu inclusive. Diria ainda que seguraria a bola e a levaria para casa! Sem remorso nenhum! Mas aí se pensa:
Em uma jogada sem o menor "fairplay", você está tirando de uma nação a chance da glória, para manter a sua viva na competição, através de meios ilícitos.
Eu sei, o juiz cumpriu a regra. Deu o pênalti. E não tem a menor responsabilidade a ser assumida pela perda do pênalti. Não entrou, logo, não foi gol.
A vida é assim, nem sempre o certo é o justo. Posso apostar que Luizito não perderá o sono por causa de seu ato, mas não consigo não ter pena do humilde escrete africano. Injustiçado pela conduta anti-desportiva.
Não é hipocrisia! Nem quero sensibilizar ninguém! Até porque, mesmo depois de refletir sobre o caso, eu continuo convicto de que levaria a mão à bola com gosto.

Um comentário:

  1. Claro que colocaria, até porque o atacante de Gana que deu o primeiro chute estava impedido.. Esqueceu de falar dessa =)

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