sexta-feira, 9 de julho de 2010

Transcendência

São dez pras quatro da manhã de uma sexta feira. Cheguei de uma festa há pouco mais de uma hora e meia. Estava nos preparativos para que Morfeu me carregasse pras terras de fantasia que povoam a minha mente. Deitei na minha cama, vivendo aqueles devaneios pré-sono, quando algo me incomodou. E então fui acometido de uma vontade colossal de expôr esse incômodo ao mundo, ou pelo menos a vocês, meus caros leitores. Devo alertá-los de que trata-se de uma questão metafísica, logo, completamente abstrata e sem explicação.
Será que nossas vidas valem a pena ser vividas? Ou melhor ainda, será que desfrutamos o suficiente dessa oportunidade única que é viver?
Hoje estava conversando com um conhecido meu, fumante. Em tom de brincadeira, virei pra ele e falei:
"Cuidado, esse troço aí mata!" - Me referindo ao maço de cigarros que ele carregava, cuja marca me falha a memória.
Obtive a seguinte resposta:
"Mata sim, mas eu vou morrer aos 65 feliz! Antes de ter Alzhaimer, Parkinsson, ou qualquer outra doença atribuída à terceira idade".
A princípio, é uma resposta idiota e inconsequente. Mas quando analisamos melhor, será que a filosofia está certa? Não, o foco principal não é fumar! Mas sim fazer coisas as quais nos censuramos ou somos censurados. A vida é uma chance única! Devemos aproveitar e fazer de tudo isso o mais prazeiroso possível! E não nos importarmos jamais com a opinião alheia!
Talvez o cigarro não tenha sido o melhor exemplo pra isso que eu estou tentando dizer, mas acho que deu pra entender. Bom, vou tentar explicar melhor, o cigarro seria uma figura simbólica. Ele é, para o meu conhecido, um elemento que o traz felicidade, apesar da opinião alheia, do SUS, do IML, ou de qualquer outro órgão cuja sigla seja composta por três letras! Ele não se repreende e é feliz por causa disso.
Tenho uma bisavó viva. Ela está com cento e três anos. Sim, você não leu errado! Cento e três anos! Isso é coisa demais! Só que, apesar da dádiva que lhe foi oferecida, ela não consegue mais interagir direito com as pessoas há mais de uma década. Praticamente surda e sem memória nenhuma ( o que a faz perguntar a mesma coisa por 200 vezes em um espaço de quinze minutos). Será que vale a pena viver assim? Como um semi-vegetal? Ou será que ela teria sido melhor abençoada com uma década a menos de vida, porém, com saúde plena até o fim dos seus dias?
Eu sei, o texto está "um tanto quanto bastante" mórbido e eu não estou querendo me fazer passar por um escritor simbolista, mas quem nunca parou para pensar nesses assuntos?
E a vida após a morte? Ela existe? O Éden espera por nós? Será que os terroristas recebem suas virgens quando morrem? Será que existe um paraíso para cada religião? Ou será que a morte não é um novo começo, e sim o derradeiro fim eterno? Será o nada ou será o tudo? A explicação ou a ignorância? Temos alma? Será que a vida é apenas uma transição do ponto material para o espiritual? Who knows? Quem sabe o polvo que acerta os jogos da Copa...
Um texto cheio de perguntas e sem nenhuma resposta concreta. Pior que isso só minhas provas de química inorgânica de antigamente. Em breve saberemos as respostas, eu espero. Mas tomara que não seja tão breve assim, porque eu ainda gostaria de ter algumas muitas décadas de vida.
Bom, meus queridos, vamos chegando ao fim de mais uma postagem. Mas antes:
Curtam suas vidas, "carpe diem" tem que ser o lema de vida de todo o ser humano! Riam, chorem, cantem, dancem, se emocionem, vibrem, se apaixonem, amem, VIVAM! Pois a vida é uma experiência única! Vou dormir, está na hora! Amanhã é um novo dia!
A Vida não permite ensaios! Até o próximo post, galera!

5 comentários:

  1. hahahaham muito bom
    ja pensei varias vezes sobre isso
    é +ou- o dilema de "viver muito ate a qualidade de vida se esgotar ou viver pouco porem bem?"
    muito bom

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  2. Muito bom, parabéns! Estou seguindo esse estilo de vida no exato momento, quero aproveitar ao máximo, fazer o que me vier a cabeça como uma tentativa de ser feliz, e tenho me dado muito bem com isso, procuro sempre andar com um sorriso no rosto, com a cabeça erguida, tentando viver da melhor maneira possível, livre, leve e solto, viver intensamente da melhor maneira possível! Enfim VIVER! Quanto a vida após a morte, sou descrente dessa idéia
    idéia. Principalmente ao fato de que cada um pode criar seu Deus com as suas leis, por que duvido que haja uma porrada de Deuses e que cada uma adotou um povo para cuidar. Não! Nós criamos as nossas próprias leis, fés e Deuses, então por que não posso criar uma fé em que irei pro céu se eu viver da melhor maneira possível, ou até que eu só vou para o céu se matar 50 crianças menores de 7 anos? Por que não posso ter uma crença como essa? Enfim... Isso ja passa a remeter a um outro assunto... Mas o post está de parabéns!

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  3. Gostei muito, muito mesmo!
    São essas perguntas que todos nós fazemos, todos e dias, e quando isso não ocorre, pensamos sobre o assunto, frequentemente!
    Enfim, adorei o post! Beijos dani.

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  4. Muito bom, Daniel!
    Parabéns pelo post!

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